Dominar o início não significa jogar bem, e o São Paulo foi a prova disso. Apesar de ter mais posse e iniciativa nos primeiros minutos, o Tricolor fez uma partida ruim, desorganizada e marcada por erros técnicos, táticos e de leitura de jogo ao longo dos 90 minutos.
A escalação alternativa escolhida por Hernán Crespo não funcionou. O time até pressionava, mas de forma estéril, sem coordenação entre os setores e com pouca clareza ofensiva. A posse era improdutiva e não se convertia em chances reais de gol.
Lucas Moura, mesmo atuando mais centralizado, teve novamente desempenho abaixo. Apareceu na área, mas finalizou mal, sem força ou precisão, e comprometeu ataques promissores. Faltou protagonismo e efetividade ao principal nome criativo da equipe.
Lucca tentou dar dinâmica pelo lado, mas também esbarrou na baixa qualidade coletiva. As jogadas morriam antes da conclusão, evidenciando um São Paulo afobado, com dificuldades para tomar decisões simples no último terço do campo.
Os erros de passe começaram a se acumular ainda no primeiro tempo. Com isso, a Portuguesa cresceu, encontrou espaços e passou a ameaçar, expondo um Tricolor que, mesmo com mais posse, já demonstrava fragilidade defensiva e falta de controle emocional.
No segundo tempo, o cenário piorou. A equipe voltou desatenta, sofreu o gol em uma jogada que escancarou falhas de marcação e cobertura, além de mais um erro de leitura coletiva no sistema defensivo.
Crespo voltou a falhar nas mexidas. As substituições foram tardias e mal planejadas, não corrigiram os problemas estruturais e deixaram o São Paulo ainda mais exposto, dependendo apenas de bolas alçadas e ações individuais.
Calleri conseguiu marcar e diminuir os danos, encerrando um jejum importante, mas nem isso mascara a atuação ruim do time. O empate momentâneo não foi fruto de evolução coletiva, e sim de insistência e oportunismo.
A resposta da Portuguesa foi imediata, e o São Paulo mostrou incapacidade de reação. O pênalti cometido e o terceiro gol sofrido evidenciaram um time desorganizado, nervoso e sem controle do jogo.
O resultado foi consequência direta do desempenho. O São Paulo jogou mal, fez escolhas erradas e pagou o preço. Sem ajustes claros, melhora coletiva e decisões mais acertadas da comissão técnica, partidas como essa tendem a se repetir.










