O Choque-Rei na Arena Barueri escancarou problemas que o São Paulo ainda não conseguiu corrigir. Mais do que o resultado negativo, a derrota por 3 a 1 para o Palmeiras foi consequência direta de um desempenho abaixo do esperado, marcado por falhas individuais, desorganização em momentos-chave e pouca solidez coletiva.
O gol sofrido logo no início do jogo sintetizou a noite tricolor. Maurício recebeu com liberdade excessiva e finalizou sem ser pressionado, expondo uma defesa desatenta e mal posicionada. Em clássicos, esse tipo de erro custa caro, e o São Paulo pagou a conta desde os primeiros minutos.
O empate veio em um lance isolado de eficiência, mas não significou controle do jogo. Mesmo após igualar o placar, o São Paulo seguiu oferecendo espaços, errando decisões simples e demonstrando dificuldade para sustentar intensidade e concentração ao longo da etapa inicial.
O segundo gol palmeirense nasceu justamente de uma sequência de erros. Perda de posse próxima à lateral, cobertura tardia e falha na leitura defensiva permitiram a Flaco López finalizar com liberdade. A jogada evidenciou um time pouco compacto e vulnerável na transição defensiva.
No segundo tempo, a situação se agravou rapidamente. O terceiro gol sofrido logo aos cinco minutos expôs novamente falhas individuais e coletivas, com liberdade para cruzamento, escorada dentro da área e conclusão sem resistência. Um roteiro repetido que minou qualquer chance real de reação.
A partir daí, o São Paulo mostrou pouca capacidade de resposta. Faltou organização ofensiva, sobrou ansiedade e as escolhas com a bola foram precipitadas. O time passou a depender mais do erro adversário do que da construção própria.
Taticamente, a equipe de Hernán Crespo não conseguiu se ajustar durante o jogo. As linhas ficaram espaçadas, a recomposição foi lenta e o meio-campo teve dificuldades para proteger a defesa e iniciar jogadas com qualidade.
Mesmo com maior posse em alguns momentos, o São Paulo criou pouco. A blitz final foi mais territorial do que efetiva, sem exigir defesas difíceis do goleiro adversário, o que reforça a falta de clareza ofensiva.
Em clássicos, erros individuais ganham peso ainda maior. E o São Paulo acumulou falhas em excesso para competir de igual para igual contra um rival mais consistente e organizado ao longo dos 90 minutos.
O resultado serve como alerta. Sem correções rápidas, especialmente no comportamento defensivo e na concentração coletiva, derrotas como essa tendem a se repetir. O São Paulo precisa jogar melhor — e errar menos — para transformar competitividade em resultado.










