A edição 2026 do Brasileirão Feminino Série A1 terá início nesta quinta-feira (12), às 21h (de Brasília), com a partida entre Mixto e Flamengo, no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá, com transmissão ao vivo da TV Brasil. O duelo marca a abertura oficial da principal competição nacional da modalidade, organizada pela CBF desde 2013, agora com novo formato e aumento no número de participantes.
A temporada começa com expectativas distintas entre as equipes. O Mixto retorna à elite após 11 anos, enquanto o Flamengo inicia sua 12ª participação na primeira divisão, mantendo protagonismo histórico na competição.
Mixto volta à elite após mais de uma década
O Mixto disputará a Série A1 pela terceira vez em sua história. A última participação ocorreu em 2015. Em 2025, as Tigresas foram eliminadas nas quartas de final da Série A2, mas herdaram uma das vagas deixadas por Real Brasília e Fortaleza, que encerraram os departamentos femininos. A outra vaga ficou com o Vitória.
Para o retorno à elite, o clube mato-grossense apostou na experiência. Entre os reforços estão a goleira Thaís Helena, vice-campeã mundial com a seleção brasileira em 2007, e a meia paraguaia Fany Gauto, com passagens por Ferroviária e Internacional.
O comando técnico é de Adilson Galdino, tricampeão da Libertadores pelo São José e campeão mundial interclubes em 2014, torneio disputado no Japão sem chancela da Fifa. A missão é consolidar o time na primeira divisão após longo período fora da elite.
Flamengo aposta na base e mantém lideranças
O Flamengo é o segundo clube com mais participações no Brasileirão Feminino, atrás apenas da Ferroviária. Campeão em 2016, o Rubro-Negro é o único time fora do estado de São Paulo a conquistar o título nacional.
Para 2026, o clube adotou estratégia de readequação orçamentária, com redução de investimentos e maior integração da base. Permaneceram no elenco nomes como a capitã Djeni e a atacante Cristiane, referências técnicas e de liderança.
Por outro lado, o Flamengo liberou atletas importantes, como Agustina Barroso, que se transferiu para o Corinthians, e Gláucia, reforço do Palmeiras. A equipe agora é comandada por Celso Silva, que assumiu após a saída de Rosana Augusto.
A expectativa é que ao menos dez jogadoras formadas nas categorias de base integrem o grupo principal. Em 2025, o sub-20 foi vice-campeão brasileiro, conquistou o bicampeonato da Copinha Feminina e teve seis convocadas para o Sul-Americano da categoria.
Novo formato e ampliação de participantes
A principal mudança para 2026 é o aumento no número de clubes: 18 equipes disputarão a Série A1, contra 16 nas últimas nove edições.
Na primeira fase, os times se enfrentam em turno único. As oito melhores campanhas avançam às quartas de final, enquanto as duas piores serão rebaixadas à Série A2. O mata-mata será disputado em jogos de ida e volta. De acordo com o calendário da CBF, a final está prevista para 4 de outubro.
Corinthians inicia defesa do protagonismo
Atual hexacampeão brasileiro e dono de sete títulos no total, o Corinthians estreia na sexta-feira (13), às 21h, contra o Atlético-MG, na Arena MRV, em Belo Horizonte. A equipe acumula presença nas últimas nove finais e tem aproveitamento superior a 80% na história da competição.
Entre os reforços para 2026 estão o retorno da volante Ana Vitória, que estava no Atlético de Madrid, e a chegada da atacante uruguaia Belén Aquino. Ambas iniciaram o ano como titulares na Copa das Campeãs da Fifa e na Supercopa do Brasil, competições nas quais o clube terminou como vice.
Palmeiras mira novo título nacional
O Palmeiras, campeão da Copa do Brasil e da Supercopa, estreia contra o América-MG, na Arena Crefisa, também com transmissão da TV Brasil. A equipe alviverde tem se consolidado como principal rival do Corinthians, vencendo três das últimas quatro finais entre os clubes.
Para a temporada, o Verdão trouxe de volta a atacante Bia Zaneratto, principal reforço após a saída de Amanda Gutierres. O objetivo é transformar o bom desempenho recente em título brasileiro.
Cruzeiro amplia investimento e mira Libertadores
Vice-campeão em 2025, o Cruzeiro manteve a base da equipe e contratou 11 reforços para 2026. A zagueira Tainara, ex-Bayern de Munique, chega para substituir Isa Haas, negociada com o futebol mexicano.
O clube destinou R$ 16 milhões ao departamento feminino — aumento superior a 6% em relação ao ano anterior — e disputará a Libertadores Feminina ao lado de Corinthians e Palmeiras.
Rodada inaugural completa
A primeira rodada do Brasileirão Feminino Série A1 segue até domingo (16):
12/02 – 21h: Mixto x Flamengo – Dutrinha (Cuiabá)
13/02 – 21h: Palmeiras x América-MG – Arena Crefisa (Barueri)
13/02 – 21h: Atlético-MG x Corinthians – Arena MRV (Belo Horizonte)
14/02 – 15h: Fluminense x Vitória – Luso-Brasileiro (Rio de Janeiro)
14/02 – 16h: Botafogo x Juventude – Nilton Santos (Rio de Janeiro)
14/02 – 18h: Bahia x Cruzeiro – Pituaçu (Salvador)
15/02 – 17h: Red Bull Bragantino x Ferroviária – Atibaia (SP)
16/02 – 19h: Santos x Grêmio – Vila Belmiro (Santos)
16/02 – 20h: Internacional x São Paulo – Sesc Protásio Alves (Porto Alegre)
Com maior número de participantes, novo contexto financeiro em alguns clubes e fortalecimento técnico em outros, o Brasileirão Feminino 2026 começa cercado de expectativa. A competição reforça o crescimento da modalidade no país e inaugura uma temporada que promete equilíbrio na disputa pelo título.










