O São Paulo venceu a Ponte Preta por 2 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, pela última rodada da fase de grupos do Campeonato Paulista, e garantiu classificação ao mata-mata da competição. O time comandado por Hernán Crespo construiu a vantagem com gols de Lucas Ramon e Calleri, resistiu à reação da equipe campineira no segundo tempo e confirmou vaga na fase eliminatória, resultado decisivo para consolidar a recuperação no estadual.
O São Paulo entrou em campo pressionado pela necessidade matemática de confirmar a classificação. Apesar da sequência recente positiva, o desempenho irregular ao longo da primeira fase exigia um resultado consistente fora de casa.
Na tabela, a equipe precisava pontuar para não depender de combinações paralelas. A oscilação nas rodadas anteriores havia colocado o clube em situação de alerta, tornando a última rodada decisiva.
O duelo no Moisés Lucarelli também representava teste de maturidade competitiva. Jogos fora de casa, especialmente contra adversários organizados defensivamente, vinham sendo um desafio ao longo do campeonato.
Primeiro tempo
O São Paulo iniciou a partida com linhas adiantadas e pressão na saída de bola da Ponte Preta. A estratégia buscava recuperar rapidamente a posse e acelerar pelos corredores.
Logo aos três minutos, Sabino quase abriu o placar ao acertar o travessão em chute de média distância. A jogada evidenciou a postura ofensiva desde os primeiros movimentos.
O trio ofensivo apresentou mobilidade, alternando infiltrações e trocas de posição para gerar desorganização na última linha adversária.
A Ponte Preta respondeu aos 28 minutos, quando Juan Rodrigues finalizou na segunda trave após bola parada. A finalização saiu pela linha de fundo, mas expôs momentânea desatenção defensiva.
O jogo passou a alternar momentos de controle são-paulino com investidas pontuais da equipe mandante, principalmente em cruzamentos laterais.
Ainda assim, o São Paulo mantinha maior volume ofensivo e controle territorial.
Aos 38 minutos, o São Paulo transformou a superioridade em vantagem. Lucas Ramon apareceu bem na área e finalizou no canto esquerdo de Diogo Silva, abrindo o placar.
No lance seguinte, Luciano teve oportunidade clara para ampliar, mas não converteu. Mesmo com a chance desperdiçada, o time encerrou a primeira etapa com sensação de controle estratégico.
Segundo tempo
A etapa final começou com intensidade elevada. Logo no primeiro minuto, Calleri recebeu na área e finalizou cruzado. A bola desviou no defensor e entrou no canto direito, ampliando para 2 a 0.
O gol precoce alterou o cenário tático. A Ponte precisou avançar suas linhas, enquanto o São Paulo passou a explorar transições rápidas.
Aos seis minutos, Bryan Borges diminuiu após cruzamento na segunda trave. O lance revelou dificuldade momentânea na cobertura pelo lado oposto da defesa tricolor.
Com a diferença reduzida, o jogo ganhou contornos mais físicos. A Ponte aumentou o número de bolas aéreas e pressionou com maior presença na área.
O técnico são-paulino ajustou o posicionamento defensivo, baixando o bloco e reforçando o meio-campo para proteger a entrada da área.
Após os ajustes, o São Paulo reduziu espaços entre as linhas e passou a controlar o ritmo por meio da posse. A equipe priorizou segurança nas trocas de passes e diminuiu riscos nas saídas curtas.
Rafael foi exigido pontualmente, mas mostrou segurança nas intervenções. O time administrou a vantagem até o apito final, demonstrando maturidade competitiva.
Lucas Ramon teve atuação decisiva ao abrir o placar e participar ativamente das construções pelo lado direito. Sua presença ofensiva ampliou o campo.
Calleri mostrou oportunismo e boa leitura de posicionamento no segundo gol, além de contribuir na pressão inicial sobre a defesa adversária.
Luciano participou da articulação ofensiva, apesar da oportunidade desperdiçada na etapa inicial.
No setor defensivo, Sabino se destacou pela presença física e pela finalização perigosa no início da partida. Rafael transmitiu segurança nas bolas aéreas no segundo tempo.
Números da partida
O São Paulo apresentou superioridade nos principais indicadores:
- Posse de bola: aproximadamente 55%
- Finalizações: 14 contra 9
- Finalizações no alvo: 6 contra 3
- Passes certos: índice superior a 84%
- Cruzamentos defendidos com eficiência no segundo tempo
Os números confirmam controle territorial e eficiência na conversão das principais oportunidades.
Com o resultado, o São Paulo encerra a fase de grupos com quatro vitórias, um empate e três derrotas no Campeonato Paulista. A equipe confirma presença no mata-mata e mantém sequência de seis jogos de invencibilidade considerando também partidas do Campeonato Brasileiro.
A classificação reforça o momento de recuperação e reduz a pressão interna. O desempenho fora de casa adiciona confiança para os confrontos eliminatórios.
Além disso, a evolução na organização defensiva e na consistência ofensiva sinaliza crescimento coletivo na reta decisiva do estadual.
O São Paulo apresentou postura competitiva e soube transformar superioridade em resultado. A equipe iniciou pressionando, abriu vantagem com méritos e administrou momentos de instabilidade após sofrer o gol.
O jogo revelou maior equilíbrio emocional e organização tática, especialmente na gestão do placar fora de casa. A maturidade demonstrada pode ser fator determinante na fase eliminatória.
Se mantiver esse padrão de intensidade, compactação e eficiência ofensiva, o São Paulo chega ao mata-mata do Paulistão com argumentos técnicos consistentes para buscar objetivos mais ambiciosos na temporada.










