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Autonomia financeira lidera prioridades das mulheres no mercado de trabalho

Pesquisa revela que independência econômica supera saúde, carreira e relacionamentos entre brasileiras

Redação Por Redação
março 7, 2026
Em Brasil
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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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A busca por autonomia financeira aparece como a principal prioridade para mulheres brasileiras quando o tema é vida profissional e pessoal. É o que aponta a pesquisa “Mulheres e Mercado de Trabalho”, divulgada neste sábado (7), que investigou percepções femininas sobre carreira, independência econômica e desafios enfrentados no ambiente corporativo. O levantamento ouviu 180 mulheres de diferentes perfis etários e etnorraciais e mostra que a independência financeira é vista como condição essencial para liberdade de escolha e segurança pessoal. As informações são da Agência Brasil.

Realizado pela Consultoria Maya, com base em dados da plataforma de educação corporativa Koru, o estudo também revela que, apesar de avanços educacionais e profissionais, as mulheres ainda percebem o mercado de trabalho como um ambiente marcado por desigualdades estruturais, discriminação e episódios recorrentes de violência psicológica.

Os resultados reforçam que a busca por independência econômica ultrapassa objetivos tradicionais de carreira e está associada diretamente à autonomia sobre decisões pessoais, familiares e profissionais.

Independência financeira aparece como principal ambição feminina

Entre as mulheres entrevistadas, 37,3% apontaram a autonomia financeira como a maior prioridade de vida. O dado coloca a independência econômica à frente de outras metas importantes, como saúde física e mental, citada por 31% das participantes, e realização profissional, que aparece em seguida entre os objetivos mais relevantes.

Um dos aspectos que chama atenção no levantamento é que relacionamentos amorosos não figuram entre as principais metas. Menos de uma em cada dez mulheres indicou esse objetivo como prioridade, sinalizando mudanças nas expectativas e nos projetos de vida femininos.

Segundo a diretora da pesquisa, Paola Carvalho, o conceito de autonomia financeira vai além do simples acesso ao consumo ou aumento do poder de compra.

De acordo com ela, a independência econômica representa a possibilidade de tomar decisões sem dependência financeira de terceiros.

“A autonomia financeira significa ter salário, renda e poder de decisão sobre a própria vida”, explica a especialista.

Esse aspecto, segundo a pesquisadora, também tem impacto direto na proteção das mulheres em situações de vulnerabilidade social ou familiar.

Independência econômica e liberdade de escolha

A pesquisa indica que a autonomia financeira é percebida pelas mulheres como um instrumento fundamental de liberdade.

Ter renda própria, segundo a análise apresentada no levantamento, permite que mulheres rompam ciclos de dependência econômica, especialmente em situações de relacionamentos abusivos, além de ampliar a capacidade de garantir melhores condições de vida para si mesmas e para suas famílias.

Nesse contexto, o trabalho remunerado se torna um elemento central para alcançar essa autonomia.

Contudo, o estudo mostra que o acesso ao mercado de trabalho e, principalmente, a ascensão profissional ainda enfrentam obstáculos estruturais relacionados a desigualdades de gênero.

Discriminação e maternidade ainda impactam a carreira

Entre os fatores apontados pelas entrevistadas como barreiras à evolução profissional estão discriminação, estereótipos de gênero e penalização da maternidade.

Embora o percentual seja relativamente pequeno dentro da amostra, 2,3% das participantes afirmaram ter sido preteridas em promoções por causa da maternidade. O dado, segundo especialistas, ilustra uma dinâmica recorrente em ambientes corporativos.

Relatos presentes no estudo indicam que muitas mulheres percebem uma hierarquia implícita nas oportunidades de crescimento profissional.

De acordo com uma das entrevistadas, frequentemente existe preferência por promover homens, seguidos por mulheres sem filhos, deixando as mães em posição de desvantagem na disputa por cargos mais altos.

Esse tipo de percepção reforça a ideia de que responsabilidades familiares ainda são interpretadas como um fator de risco para a produtividade feminina, mesmo diante de evidências de qualificação profissional elevada.

Violência psicológica no ambiente corporativo

Outro aspecto relevante identificado pela pesquisa é a frequência de violência psicológica no ambiente de trabalho.

Mais de 70% das entrevistadas relataram ter vivenciado algum tipo de situação desse tipo ao longo da carreira. Entre os episódios citados estão comentários sexistas, desvalorização profissional, interrupções constantes em reuniões e apropriação de ideias apresentadas por mulheres.

Também aparecem relatos de questionamentos sobre capacidade técnica e comentários relacionados à aparência física, práticas consideradas formas de deslegitimação profissional.

Em alguns casos, os episódios envolvem dúvidas explícitas sobre a competência da profissional para assumir cargos de maior responsabilidade.

Uma das entrevistadas relatou que, ao receber uma proposta de promoção, foi chamada diversas vezes por seu superior para justificar se realmente teria condições de desempenhar a função.

Outro depoimento revela que um gestor chegou a sugerir que a funcionária discutisse a decisão de aceitar um cargo com o marido, situação interpretada como tentativa de deslegitimar a autonomia da profissional.

Impactos na permanência das mulheres no mercado

Segundo o levantamento, experiências de violência ou discriminação levam muitas mulheres a reconsiderar sua permanência no mercado de trabalho.

Embora grande parte das profissionais continue exercendo suas atividades, o estudo aponta que essa permanência ocorre apesar das adversidades, e não necessariamente porque o ambiente corporativo oferece condições plenamente equitativas.

Essa realidade evidencia que, mesmo com avanços em políticas de diversidade e inclusão, ainda existem desafios significativos para garantir igualdade de oportunidades.

Desigualdade aumenta nos cargos mais altos

A pesquisa também destaca uma forte desigualdade na distribuição de cargos dentro das organizações.

A maioria das entrevistadas ocupa posições operacionais ou intermediárias, como funções de coordenação e gerência. No entanto, a presença feminina diminui significativamente à medida que as posições se tornam mais estratégicas.

Apenas 5,6% das participantes afirmaram ter alcançado cargos de diretoria ou posições executivas conhecidas como “C-level”, termo usado para designar o nível mais alto da gestão corporativa.

Esse cenário evidencia a persistência do chamado “teto de vidro”, expressão usada para descrever barreiras invisíveis que dificultam a ascensão feminina às posições de maior poder nas organizações.

Para especialistas, esse padrão revela estruturas institucionais que ainda favorecem a progressão profissional masculina.

Mudança cultural é apontada como caminho

Diante desse cenário, especialistas defendem que a transformação do ambiente corporativo depende tanto de mudanças institucionais quanto de atitudes individuais.

Segundo Paola Carvalho, combater desigualdades no trabalho exige comprometimento de todos os níveis da organização, desde profissionais em início de carreira até executivos responsáveis pela liderança estratégica das empresas.

A adoção de políticas corporativas voltadas à igualdade de oportunidades, programas de desenvolvimento de lideranças femininas e medidas efetivas de combate à discriminação são apontadas como caminhos possíveis para reduzir as disparidades.

Debate sobre igualdade ganha urgência

A divulgação dos dados reacende o debate sobre a necessidade de políticas mais eficazes de equidade de gênero no mercado de trabalho.

Mesmo em um contexto de maior acesso das mulheres à educação e à qualificação profissional, a presença feminina em cargos estratégicos ainda é limitada, e episódios de violência simbólica ou psicológica continuam presentes em diferentes ambientes corporativos.

Para a diretora da pesquisa, os resultados demonstram que a desigualdade de gênero no trabalho permanece como um desafio contemporâneo.

Segundo ela, o fato de essas situações ainda ocorrerem em larga escala em pleno 2026 evidencia a necessidade de mudanças estruturais mais profundas.

Nesse cenário, a busca por autonomia financeira surge não apenas como uma meta individual, mas como um elemento central na luta por liberdade, segurança e igualdade de oportunidades para as mulheres no mercado de trabalho.

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