Em um ambiente hostil, de protestos e arquibancadas esvaziadas, o São Paulo transformou a pressão da Vila Belmiro em combustível competitivo. O clássico exigia personalidade — e o Tricolor respondeu com autoridade.
Desde os primeiros minutos, a equipe mostrou organização para controlar o jogo. Compacto, encurtou espaços, dificultou a construção santista e administrou a posse com critério, sem acelerar jogadas de forma precipitada.
A saída de bola qualificada foi um diferencial. Zagueiros e volantes alternaram passes curtos e inversões, quebrando linhas e encontrando corredores laterais, o que empurrou o Santos para trás.
No ataque, Calleri foi o ponto de apoio constante. Brigou com a defesa, ganhou duelos físicos e criou a primeira grande chance, exigindo defesa importante de Brazão após infiltração limpa na área.
A pressão alta também rendeu frutos. Bobadilla quase abriu o placar ao aproveitar erro na saída adversária, evidenciando a estratégia são-paulina de sufocar e transformar recuperação em finalização rápida.
Defensivamente, o time se comportou com solidez. O bloco médio limitou as ações por dentro e forçou o rival a chutes de fora, cenário que indicavahu.
O gol do Santos, porém, destoou do contexto. Após rebote na área, Rafael voltou a falhar no tempo de reação e na cobertura do lance, permitindo a finalização de Zé Rafael — um erro pontual que custou caro.
Na etapa final, Crespo leu bem o jogo. As entradas de Lucas, Marcos Antônio e Luciano aumentaram mobilidade e intensidade, dando ao time mais agressividade entrelinhas e velocidade pelos lados.
O empate nasceu dessa postura. Lucas desequilibrou, cruzou com precisão e Calleri, oportunista, confirmou o domínio tricolor, premiando a equipe que mais buscou o jogo.
Mais do que o resultado, ficou a impressão de evolução coletiva. Com ideias claras, volume ofensivo e maturidade tática, o São Paulo mostrou que está no caminho certo — ajustando falhas individuais, pode transformar boas atuações em vitórias.










