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Ataques contra Maria da Penha tentam enfraquecer conquistas das mulheres, afirma instituto

Justiça torna réus suspeitos de campanha de ódio contra ativista e contra a lei de combate à violência doméstica

Redação Por Redação
março 10, 2026
Em Brasil
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Foto: José Cruz / Agência Brasil

Foto: José Cruz / Agência Brasil

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O Instituto Maria da Penha afirmou nesta terça-feira (10) que os ataques direcionados à ativista Maria da Penha representam uma tentativa de enfraquecer as conquistas históricas na proteção dos direitos das mulheres no Brasil.

A manifestação foi divulgada após a Justiça do Ceará aceitar denúncia do Ministério Público do Ceará e tornar réus quatro acusados de participar de uma campanha de ataques e desinformação contra a ativista e contra a Lei Maria da Penha, principal legislação brasileira de combate à violência doméstica.

Segundo o instituto, as ofensivas não atingem apenas uma pessoa, mas buscam descredibilizar avanços institucionais conquistados ao longo de décadas.

“Para quem convive com Maria da Penha e acompanha sua trajetória de perto, sua história nunca foi apenas sobre um caso individual. É sobre uma mulher que transformou uma tentativa brutal de feminicídio em uma luta coletiva por justiça, dignidade e proteção para milhões de mulheres no Brasil”, afirmou a entidade em nota.

Campanha de desinformação e perseguição

De acordo com o posicionamento do instituto, os ataques ocorreram por meio de uma campanha organizada que envolveu difamação, perseguição digital e disseminação de informações falsas sobre a história da ativista.

A entidade ressalta que a decisão da Justiça representa um passo importante para reafirmar os limites entre liberdade de expressão e práticas criminosas.

“Criticar leis faz parte da liberdade de expressão. Difamar, perseguir e intimidar pessoas é crime e demanda responsabilização”, afirma o comunicado.

O instituto também reforçou a importância da informação confiável e orientou a população a verificar a origem de conteúdos antes de compartilhá-los nas redes sociais, além de denunciar materiais fraudulentos ou manipulados.

Quatro pessoas viram rés no processo

A denúncia aceita pela Justiça aponta que quatro pessoas teriam atuado de forma coordenada para atacar a honra da ativista e desacreditar a legislação que leva seu nome.

Os acusados são:

  • Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido da ativista;
  • Alexandre Gonçalves de Paiva, influenciador digital;
  • Marcus Vinícius Mantovanelli, produtor do documentário A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha;
  • Henrique Barros Lesina Zingano, editor e apresentador da produção.

Segundo as investigações, os envolvidos teriam promovido cyberbullying, divulgação de conteúdos misóginos, distorção de fatos e circulação de notícias falsas para atacar a ativista.

O inquérito também identificou a circulação de um laudo de exame de corpo de delito supostamente forjado, utilizado para sustentar uma versão de inocência do ex-marido, já condenado por tentativa de homicídio.

Caso marcou a história da luta contra a violência doméstica

A história de Maria da Penha tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica no Brasil após ela sobreviver a duas tentativas de assassinato cometidas pelo então marido, Marco Heredia, em 1983.

Na primeira tentativa, ele atirou contra a esposa enquanto ela dormia, causando lesões graves na coluna e na medula, que a deixaram paraplégica. Inicialmente, o agressor alegou que o crime teria sido resultado de um assalto, versão posteriormente descartada pela perícia.

Meses depois, após retornar para casa após cirurgias e tratamento, Maria da Penha foi mantida em cárcere privado por cerca de 15 dias e sofreu uma nova tentativa de homicídio, quando o marido tentou eletrocutá-la durante o banho.

Caso levou à criação da Lei Maria da Penha

O primeiro julgamento do agressor ocorreu apenas em 1991, oito anos após o crime. Embora condenado, ele permaneceu em liberdade após recursos apresentados pela defesa.

Um novo julgamento foi realizado em 1996, com nova condenação, mas novamente a pena não foi imediatamente cumprida.

Diante da demora na responsabilização do agressor, o caso foi levado em 1998 à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos.

Em 2001, a comissão responsabilizou o Brasil por negligência e omissão diante da violência doméstica contra mulheres.

A repercussão internacional contribuiu para que, em 2006, fosse sancionada a Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, considerada uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica.

Para o Instituto Maria da Penha, preservar a história da ativista significa proteger uma conquista coletiva.

“Maria da Penha é um símbolo vivo da luta contra a violência doméstica. Defender a verdade sobre sua história é também defender uma conquista que salvou e continua salvando vidas”, concluiu a entidade.

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