Composta por 42 organizações e movimentos que atuam na defesa dos direitos das mulheres, a Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março apresentou ao governo federal um manifesto com as pautas de reivindicações deste ano. As informações são da Agência Brasil.
O documento foi entregue nesta quinta-feira (5) à ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Entre os temas destacados estão a garantia de direitos básicos, a legalização do aborto e críticas a diferentes formas de violência e desigualdade em diversas partes do mundo.
No texto, a articulação afirma que a mobilização tem caráter internacionalista e destaca que a luta das mulheres se baseia na capacidade histórica de auto-organização. As organizações também citam interferências internacionais, ameaças bélicas e ataques cibernéticos como formas de dominação que aprofundam desigualdades sociais e econômicas.
Manifesto reúne diversas pautas sociais
As militantes afirmam que a mobilização reúne mulheres de diferentes realidades, incluindo trabalhadoras urbanas e rurais, mulheres negras, indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIA+, mães solo, migrantes e idosas.
O documento também denuncia problemas como racismo, violência policial, intolerância religiosa e tentativas de controle sobre os corpos femininos. Além disso, aponta preocupações com a insegurança alimentar e com a precarização das condições de trabalho.
Entre as pautas trabalhistas destacadas está o protesto contra a escala 6×1, modelo de jornada em que o trabalhador atua seis dias seguidos com apenas um dia de descanso semanal. Movimentos sociais têm criticado esse formato por considerá-lo exaustivo e prejudicial à qualidade de vida.
Mobilizações ocorrem em várias cidades
O manifesto também relaciona a crise climática ao modelo atual de exploração econômica, afirmando que a destruição de territórios e a mercantilização da natureza têm impactos diretos na vida das mulheres.
Segundo as organizações, a luta contra diferentes formas de opressão está ligada à defesa da democracia, da soberania nacional e da justiça social. O documento também cita a taxação de grandes fortunas como medida para reduzir desigualdades.
Ao todo, estão previstas 34 manifestações em diferentes municípios entre os dias 6 e 9 de março. Na cidade de São Paulo, o ato está marcado para domingo (8), com concentração às 14h em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.










