Harry Massis assumirá interinamente a presidência do São Paulo após o afastamento de Julio Casares, aprovado nesta sexta-feira (16) pelo Conselho Deliberativo do clube, em votação que deu andamento ao processo de possível impeachment do mandatário, em São Paulo.
Aos 80 anos, Massis ocupa o cargo de vice-presidente desde 2021, quando integrou a primeira gestão de Casares. Conselheiro vitalício, ele passa a exercer o comando administrativo do clube durante o período de afastamento, conforme previsto no estatuto tricolor.
A ligação de Harry Massis com o São Paulo é antiga e ultrapassa seis décadas. Sócio há 61 anos, ele já desempenhou diferentes funções na estrutura política do clube ao longo dos anos, com participação em momentos relevantes da história são-paulina.
Entre 2001 e 2002, atuou como diretor-adjunto de futebol e esteve envolvido no início da trajetória profissional de Kaká, durante a campanha do título do Torneio Rio-São Paulo de 2001. Anteriormente, nos títulos mundiais de 1992 e 1993, Massis ocupava o cargo de diretor-adjunto administrativo e integrou as delegações nas conquistas internacionais.
Até recentemente, Massis integrava o grupo político conhecido como “Vanguarda”, que fazia parte da coalizão responsável por apoiar a eleição de Julio Casares. Dias antes da votação no Conselho Deliberativo, ele se desligou do grupo e declarou publicamente que votaria a favor da destituição do então presidente.
Com o afastamento de Casares, inicia-se um prazo estatutário de até 30 dias para a convocação de uma Assembleia Geral entre os associados do clube. Nessa etapa, será necessária maioria simples para a destituição definitiva do presidente afastado. Até a conclusão do processo, Harry Massis permanece no comando do São Paulo.
Fora do ambiente esportivo, Massis atua como empresário na capital paulista. Ele é responsável pela administração do Hotel Massis e possui negócios nos setores de garagens e estacionamentos, paralelamente à sua longa atuação política no clube.










