O São Paulo FC ganhou um raro período de treinos sem jogos, mas o momento exige mais do que descanso. Após duas derrotas consecutivas e a perda da liderança para o Palmeiras, o técnico Roger Machado tem um problema claro para resolver: a falta de eficiência ofensiva.
Mesmo com controle das partidas, o Tricolor atravessa sua primeira sequência na temporada sem balançar as redes, evidenciando um contraste entre desempenho e resultado.
Volume alto, eficiência baixa
Os números escancaram o cenário. Desde a chegada de Roger Machado, o time soma duas vitórias e duas derrotas, com apenas quatro gols marcados. A média de 9,3 finalizações por jogo, com 3,3 no alvo, revela um ataque que produz, mas não converte.
Na prática, o São Paulo Futebol Clube precisa de mais de nove tentativas para marcar um gol — índice elevado para uma equipe que pretende brigar na parte de cima da tabela.
Domínio que não se traduz em gols
O problema não está na construção. O time registra 61,8% de posse de bola e cerca de 64 ações no terço final por partida, indicadores de uma equipe que consegue se impor territorialmente.
Ainda assim, o domínio não se transforma em vantagem no placar. Mesmo com 75% de aproveitamento nas grandes chances criadas, o baixo volume de conversões totais mostra um gargalo no último terço — seja na tomada de decisão, no posicionamento ou na execução final.
Semana decisiva para ajustes
Com uma semana cheia de treinamentos, Roger Machado terá tempo para corrigir movimentações ofensivas, melhorar a qualidade das finalizações e ajustar o entrosamento do setor.
A resposta precisa ser imediata. Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Tricolor encara o Sport Club Internacional fora de casa, em um confronto direto que pode definir o rumo da equipe no início da competição.
Mais do que recuperar pontos, o desafio do São Paulo é transformar volume em resultado — antes que o alerta no ataque vire crise.




