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Estudo aponta que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres

Pesquisa revela sobrecarga feminina no trabalho de cuidado e impacto na vida profissional

Redação Por Redação
março 4, 2026
Em Brasil
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Foto: Frame / TV Brasil

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Um estudo conduzido por pesquisadoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) indica que 90% dos cuidadores informais no Brasil são mulheres, em sua maioria filhas, esposas e netas, com média de idade de 48 anos. O levantamento destaca que o trabalho de cuidado, embora essencial para a sociedade, permanece não remunerado e socialmente invisível. As informações são da Agência Brasil.

Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022, mostram que as mulheres dedicam, em média, 9,6 horas semanais a mais do que os homens às tarefas domésticas e aos cuidados com outras pessoas. Ao longo de um ano, isso representa mais de mil horas de trabalho não pago.

Segundo a pesquisadora Valquiria Elita Renk, professora do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Políticas Públicas da PUCPR e uma das autoras do estudo, essa sobrecarga afeta diretamente a trajetória educacional e profissional de mulheres e meninas. Muitas interrompem estudos ou deixam o mercado de trabalho para cuidar de familiares.

A pesquisa ouviu 18 mulheres de áreas urbanas e rurais do Paraná e de Santa Catarina que cuidam de idosos, doentes ou pessoas com deficiência. Entre as entrevistadas, 68% são filhas, 21% esposas e 5% netas ou irmãs das pessoas assistidas. A maioria tem entre 41 e 60 anos, mas também há presença significativa de mulheres acima de 60 anos e jovens adultas.

O levantamento aponta ainda que 61% das participantes deixaram o trabalho para se dedicar integralmente ao cuidado, situação que atingiu todas as agricultoras entrevistadas. Relatos indicam cansaço, solidão, exaustão emocional e ausência de reconhecimento social ou previdenciário.

Políticas públicas ainda são limitadas

O estudo ressalta que alguns países já adotam políticas de apoio aos cuidadores. Na Finlândia e na Dinamarca, por exemplo, assistentes domésticos recebem pagamento municipal. França, Áustria, Alemanha e Holanda também oferecem formas de custeio. No Reino Unido e na Irlanda, há compensação financeira pela perda de renda durante o período de assistência familiar.

No Brasil, a Política Nacional do Cuidado foi instituída no fim de 2024, mas ainda está em fase de implementação. A pesquisadora defende que, além de eventual remuneração, é fundamental o reconhecimento social do cuidado como trabalho, inclusive com possibilidade de contagem desse período para fins de aposentadoria.

Na América do Sul, o Uruguai já adota legislação que permite às mulheres se aposentarem mais cedo conforme o número de filhos.

Geração “sanduíche” e mudança cultural

O estudo chama atenção para a chamada “Geração Sanduíche”, formada por mulheres que acumulam emprego formal, gestão da casa e cuidado simultâneo com filhos e pais idosos. Para as autoras, a divisão desigual das responsabilidades domésticas está ligada a fatores culturais profundamente enraizados.

A pesquisa aponta a necessidade de mudança estrutural, com educação voltada à divisão mais equilibrada das tarefas entre meninos e meninas desde a infância. Casos recentes no Judiciário brasileiro que reconhecem compensações financeiras a ex-esposas pelo tempo dedicado ao cuidado dos filhos são vistos como sinais iniciais de transformação.

O trabalho também é assinado pelas pesquisadoras Ana Silvia Juliatto Bordini e Sabrina P. Buziquia e reforça que o cuidado sustenta a dinâmica social e econômica, embora permaneça majoritariamente invisível e concentrado nas mulheres.

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