O Governo do Brasil anunciou a seleção de 11 projetos voltados à restauração ecológica e ao fortalecimento da cadeia produtiva da recuperação florestal na Amazônia Legal. As iniciativas somam R$ 69,5 milhões em investimentos e têm como meta restaurar 2.877 hectares em Unidades de Conservação consideradas prioritárias.
Os projetos fazem parte do 4º ciclo da iniciativa Restaura Amazônia, conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
As ações serão implementadas nos estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão. O edital também contou com recursos adicionais da Petrobras.
Chamadas públicas mobilizaram organizações socioambientais
O quarto ciclo de editais foi voltado especificamente para Unidades de Conservação prioritárias da Amazônia Legal. A seleção ocorreu por meio de três chamadas públicas coordenadas por:
- Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM)
- Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS)
- Conservation International Brasil (CI-Brasil)
Essas instituições foram responsáveis pela condução das seleções em diferentes macrorregiões da Amazônia Legal.
Projetos envolvem organizações e cooperativas
Entre as entidades selecionadas estão organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa e cooperativas que atuam diretamente em iniciativas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Entre os projetos aprovados estão propostas apresentadas por instituições como:
- SOS Amazônia
- Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
- Wildlife Conservation Society Brasil
- Instituto Socioambiental
As ações incluem recuperação da vegetação nativa, geração de renda para comunidades locais e fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis ligadas à restauração florestal.
Governo aposta em restauração para desenvolvimento sustentável
A ministra do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que iniciativas como o programa são fundamentais para promover um novo ciclo de desenvolvimento econômico baseado na preservação ambiental.
Segundo ela, políticas públicas bem estruturadas podem transformar áreas historicamente marcadas pelo desmatamento em territórios voltados à recuperação ambiental e geração de oportunidades para as populações locais.
Brasil busca liderar mercado global de restauração florestal
Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, o país possui potencial para assumir protagonismo global no setor de restauração ambiental.
Segundo ele, iniciativas como o Restaura Amazônia ajudam a transformar áreas degradadas em novas florestas produtivas, gerando emprego, renda e contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas.
Iniciativa já alcança dezenas de territórios na Amazônia
Com o anúncio do quarto ciclo, o programa já reúne 12 chamadas públicas destinadas a diferentes territórios prioritários da Amazônia.
Até agora, a iniciativa alcança:
- 17 Unidades de Conservação
- 77 assentamentos da reforma agrária
- 35 Terras Indígenas
No total, 58 projetos de restauração ecológica e produtiva foram apoiados no chamado Arco do Desmatamento, com previsão de recuperação de quase 15 mil hectares de áreas degradadas.
O programa integra uma estratégia mais ampla de mobilização de investimentos para restaurar a vegetação nativa e fortalecer uma economia florestal sustentável na Amazônia.




